quinta-feira, 23 de julho de 2009
Você pede carona para taxista?
Assim como a grande maioria dos designers, estou farto de receber pedidos para fazer trabalhos quase de graça. O folgado geralmente complementa com frases do tipo: “É só um loginho… um sitesinho... um folderzinho”, “Para você é fácil…”, “Quebra esse galho porque estou sem grana…” ou qualquer outra justificativa absurda. De agora em diante, vamos nos unir! Respondam ao pedido insólito com a singela pergunta: “Você pede carona para taxista?”. Se você não tem cara-de-pau de pedir carona para taxista, por que você pediria para um designer profissional fazer trabalhos de graça? Há uma frase atribuída a Cacilda Becker que pode ser também uma excelente resposta: “Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender.”.
Reza a lenda que a esposa de Ruy Barbosa, cansada de ver seu marido trabalhar de graça, perguntava àqueles que o procuravam se haviam acertado um preço pelo serviço. Como sempre ouvia uma resposta negativa, ela pedia para o “cliente” voltar e combinar com o “Águia de Haia” uma remuneração justa. Para justificar a “indelicadeza” dava uma indireta: “O Conselheiro come…”.
Em uma série de crônicas, o João Ubaldo Ribeiro conta essa história e aproveita para também reclamar da quantidade de trabalho gratuito que se espera dele. São convites para ser jurado em concursos literários e inúmeros pedidos para escrever resenhas de lançamentos. Tudo, é claro, “na faixa”. A frase célebre “O Conselheiro come…” também dá nome a um dos livros de João Ubaldo.
Não deixe de ler o texto “Sem noção“, do blog do Emílio Pacheco, porque ele explica muito bem a diferença entre “folgado” e “sem noção”.
Não tenho a ilusão, é claro, de que esta humilde contribuição irá acabar com a malandragem no mundo. A intenção é apenas oferecer aos profissionais sérios e dedicados uma maneira prática de se livrar dessa situação incômoda e, infelizmente, bastante comum.
"Não me peça de graça o que é meu ganha pão!"
[Fonte.Tecla SAP]
Comentários:
Ótimo! Esse pensamento condiz muito com minha filosofia de trabalho. S vezes temos que aprender a recusar as coisas mesmo pq dependemos delas para sobreviver!
Abs!!
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Abs!!
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